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23 de set. de 2013

Rock in Rio 2013 - dia 22

Aproveitem enquanto os vídeos estão funcionando, porque já já, tiram tudo do ar :(

Andre Matos e Viper – O Andre Matos mandou muito bem, e mostrou que é uma estrela internacional. Cantou clássicos do Angra e Fairy Tale, a famosa música que tocou na novela Beijo do Vampiro, e que deve ter iniciado muita gente ao metal melódico. A galera pediu Palco Mundo para ele. Depois, ao se juntar ao Viper, já achei meio chato, é um estilo diferente, mais seco, mas de boa qualidade. Destaque para a versão de We Will Rock You, do Queen, com uma pegada bem mais veloz e pesada, ressaltando a importância dessa banda para o rock, e também para o metal, apesar de alguns metaleiros não darem o devido valor.


Destruction e Krisiun – Não conhecia o Destruction e gostei bastante, apesar de ter alguns clichês do trash metal, lembrando o Massacration, que incorpora vários clichês do metal em sua brincadeira-séria, sendo a influência mais óbvia o Manowar. Mas clichês à parte, o som da banda é muito bom e o vocalista foi bem simpático (pediu caipirinha, mas só tinha “cervicia”). O Krisiun também destruiu, com muito mais violência, mostrando também que é uma potência internacional nascida no Brasil.

Helloween – Outra banda representante dos clichês metaleiros (dessa vez do metal melódico), mas ignorando isso, o som é excelente e eles tocaram clássicos como Dr. Stein e Future World e ainda prometeram show próprio para Novembro. E as músicas novas, o vocalista conseguiu trazer a platéia para conhecer e cantar refrões, sem dúvidas, muito hábil em lidar com o público. Todos tocavam com alegria, brincando entre si.



Kiara Rocks (???) - Eu tentei não ser preconceituoso por eles cantarem em português, mas eles passaram longe do metal. Pode até ser um avanço de tocarem algo mais pesado que o “rock nacional” pop atual, mas me pareceu um Dibob um pouco mais trabalhado, um monte de playboyzão. Desliguei a TV antes de começarem a vaiar, porque já estava ficando tenso o negócio. Descobri que o vocalista participou do Ídolos Astros. O show, entretanto, tinha uns trunfos convenientemente pensados pra evitar uma catástrofe: Paul Dianno (ex-vocalista do Iron Maiden) e ex-vocalista do Chorão, mas basicamente a força do Paul salvou o show, com a ajuda dos covers. Tenho que tirar meu chapéu, claro, pra coragem da banda em estar no palco mundo, sujeito a se aborrecer com a plateia, e acho crueldade da organização permitir essas situações. Mas, por outro lado, uma banda desconhecida no Palco Mundo enquanto haverá algo promissor no Sunset (Sepultura com Zé Ramalho neste ano e Sepultura com Tambours du Bronx em 2011 contra o Glória) pode ajudar a valorizar o palco Sunset que, por ser secundário, acaba ficando menos vazio. O palco Sunset dá mais liberdade para assistir e circular, conseguir chegar perto sem ter que chegar 11 da manhã pra segurar a grade, ou seja, é uma situação agradável para se assistir aos shows. Chegar minimamente perto do Palco Mundo requer dedicação quase que do dia inteiro (literalmente), então, quando esse tipo de coisas acontece, a platéia do palco Sunset agradece.




Por sinal, a parceria inesperada, nunca antes vista e sem fidelidade à turnê acaba sendo um show com característica do palco Sunset no palco Mundo.

Zépultura - A primeira metade do show foi dominada pelo Sepultura, com som pesado, com cara mesmo de Sepultura, sem limites, bom pra cacete. Tocaram músicas "lado B" com porradaria total. Com a presença do Zé Ramalho, o peso diminuiu, mas não se extinguiu, como prometeu o Andreas, o Sepultura ia manter suas características. E o Zé Ramalho cantou suas músicas com o peso do Sepultura atrás, fazendo o metal em português da noite. É um sério candidato a ser um dos shows do palco Mundo de 2015. Zé Ramalho mostrou que é um grande artista, disposto a sair de sua zona de conforto e encarar uma platéia exigente, enfim, disposto em ampliar seus horizontes. Está de parabéns assim como o Sepultura. Ah, e o Andreas cantou muito bem Da Lama Ao Caos, em homenagem ao Chico Science, num resultado excelente.


Slayer - Fizeram um show "pra cumprir tabela", aparentemente ainda estão sentindo a morte do líder. Fizeram homenagem a ele.


Angel of Death Hanneman Still Reigning 

A7x - Confesso que tenho minha implicância com essa banda, me parecendo uma banda pop adolescente, pode ser meu lado hipster falando ou eles serem realmente "puta revolts". Mas o show foi bom e, assim como o Helloween, o vocalista soube lidar com o público, até para trazê-lo para as músicas novas. Também houve homenagem a um membro falecido, na música Fiction. O novo baterista é magrinho, se difere da maioria dos bateristas fortes porque haja braço nesse dia.


Iron - O Bruce também é outro com imensa habilidade em lidar com o público e claro que o show foi excelente também. O Iron também conta com a habilidade de todos tocarem sorrindo e brincando, mesmo com 2 milhões de anos de idade.

Chega ao fim o Rock in Rio nesse dia de pedir caipirinha, bebê (Bruce e o vocalista do Destruction) e de homenagens aos que se foram. Tenho que agradecer por mostrar ao Brasil o metal brasileiro e fazer o noticiário citar bandas que para nós, fãs de metal, já são familiares há anos. 

22 de set. de 2013

Rock in Rio 2013 - dias 20 e 21

John Bon Jovi não é mais o mesmo ("só foi bom jovem"), sua voz não alcança mais os consagrados agudos, mas continua sendo um bom show. Tirando a bobagem da fã huebr que foi chamada ao palco, foi legal.

O Ivo Meirelles fez seu "protesto" com mascarados no palco. Ao contrário do Capital Inicial e do Detonautas, que se mostraram interessados na participação popular nos protestos, o Ivo sim me pareceu muito oportunista. Sobre o Capital e o Detonautas, transcrevo o que comentei na seguinte postagem no facebook.


O Dinho pode não se expressar bem, mas o Aborto Elétrico, quando ele ainda era uma criança, apanhou da polícia e fazia música de protesto. Então, pelo menos alguns membros [de sua banda] já protestavam (muito) antes de "ser modinha". Sobre o Detonautas, tb acho que estejam dando uma boa contribuição.


Já o Ivo já se envolveu em confusão pela presidência da Mangueira e nunca demonstrou estar preocupado com os problemas de sua comunidade ou da política em geral. E, sobre o Jota Quest, não acho que estejam lá muito ligados com a situação política do país, mas lembrar o acontecido já é um bom caminho para lembrar às pessoas (não só as que estavam por lá, mas todas as milhares de pessoas acompanhando pela TV e internet) que é preciso manter-se ativo. Autopromoção? Talvez, mas melhor que fazer campanha em defesa do Genuíno.

É bom lembrar que no dia 21, houve a participação do único presente em todas as edições: Pepeu Gomes (não consegui descobrir se são só as edições no Rio ou todas todas mesmo, porque minha fonte era um tweet). E, hoje, 14:30, estarei com a TV ligada no #Multishow para acompanhar o André Matos! Hoje é o dia que eu iria, se tivesse sido sorteado com uma conexão bem sucedida entre meu computador e o servidor do Rock in Rio.

19 de set. de 2013

Rock in Rio 2013 - dia 19

O Dr. Sin, eu perdi. Vi um pedaço do Almah e do Hibria, e realmente, a emoção do vocalista do Hibria me contagiou. Ambas as bandas mandaram muito bem, o Hibria eu não conhecia e o Almah apresentou suas boas músicas. O Falaschi cantou Saint Seya no improviso, a pedido da galera. O Sebastian Bach foi decepcionante, a voz dele já não é a mesma (mesmo caso do Axl Rose e do Offspring... O tempo passa e as drogas são cruéis). O Robie Zoimbie também não conhecia, parece ser agradável, mas não prendeu muito minha atenção.


O Sepultura também me deu arrepios de emoção. É um sentimento de orgulho do metal brasileiro, eles lá, brasileiros, e com status de banda gringa, fazendo a galera vibrar, levando gente para o show especificamente por eles.  E o que deu certo no palco Sunset, 2 anos atrás, o qual eu vi de perto, não podia dar errado no palco Mundo, prometendo ser, mais uma vez, o ponto alto de todo o evento. Destaque, claro para o Tambours du Bronx, dando um peso a mais, deixando o som especial.



Sobre o Ghost, confesso que só assisti pela TV até o final porque estava sem internet, porque foi muito monótono. Infelizmente, não se encaixou bem com o festival, mas gostei mais do teatro que da música em si. A bateria e o vacal não tinham muito peso, que ficou por conta das guitarras mesmo. Mas, apesar de não ter se encaixado direito, achei um pouco lamentável começarem a gritar Metallica no meio do show deles. Basicamente, a banda é composta de um cara vestido de padre com uma maquiagem muito foda e músicos vestidos de sobretudo e máscara de Darth Vader (não são identificados). É injusto falar que a banda é ruim, acho que fizeram bem seu papel e serão um dos destaques. Gostei mais pelo tom místico, não pelo peso.

Agora, é Alice in Chains e Metallica, vejo amanhã.

15 de set. de 2013

Rock in Rio 2013 - dia 15

Kimbra e Olodum, leia-se, o baterista é do Olodum... E só... Acho que o "bate lata" do Olodum não vai encaixar com essa cantora (bem chata, por sinal), mas é só a bateria tradicional... Tocada por algum componente do Olodum.

14 de set. de 2013

Rock in Rio 2013 - dia 14

Detonautas mandou muito bem no show de tributo ao Raul Seixas, com direito a "Ei, Cabal, vai tomar no cu" da plateia, que acabou crescendo, após o Tico Santa Cruz abrir um silêncio pra galera se manifestar. A escolha das músicas do show veio bem a calhar com o clima de manifestações, como Ouro de Tolo e Sociedade Alternativa. Antes ainda, teve um pouco de Ramones no palco Sunset.

O Offspring teve uma bela passagem de som, com a produção passando umas músicas do Kiss e do Nirvana, entre outros. O show mesmo começou mais ou menos, mas foi pegando ritmo e lotou o palco Sunset.

Agora, conheci o tal do Saints of Valory, que até agora parecia ser uma banda formada para o Rock in Rio, sensação que tive ao procurar no google e só vir informações da banda sobre o próprio Rock in Rio. É um som bem legal, lembra aí White Lies, uma coisa mais da (minha) linha Coldplay, mas mais agitado.

Talvez assista ao Muse depois (até pra conhecer).

Rock in Rio - Dia 13 (adendo)

Ivete cantou Love of My Life e os revoltadinhos já reclamaram... Acho um gesto simpático da parte dela (mesmo não gostando das versões) em cantar algo de real rock no evento, quando ela poderia somente cantar Axé que é o motivo pelo qual as pessoas vão ao show dela. As versões não ficam legais, mas parabenizo pela divulgação ao rock.

Vi gente criticando o David Guetta por agir como DJ... OK, é meio ridículo um cara lá no alto balançando o braço e tocando um player no computador.  Mas isso é ridículo em geral, e não no caso específico do Rock in Rio, talvez o que tenha incomodado as pessoas tenha sido a distância maior que o usual entre o DJ e a turma. E outra coisa, ele lá em cima dançando, não é justamente a mesma coisa que as divas estão fazendo? Tipo, não há uma banda, e há quem ponha em dúvida até se estão cantando... Ele dança sozinho, em vez de ter toda uma equipe de coreografia, e aí? A propósito, não gostei da música sendo pausada pro pessoal cantar.

Enquanto a Ivete homenageava o lado rock do Rock in Rio, a B&oc (que está com a 'doença' do Michael Jackson, ficando branca) favelizou de vez o evento tocando Ah Lelek Lek (valorizando o lado "Rio" ca ca ca). Aí já foi longe demais... O Rock in Rio nunca foi genuinamente de Rock, mas sempre teve o seu lado rock (esse ano, tem pelo menos 2 dias só com rock purinho). Aceitemos o axé, o pop... Agora, funk não! Devia passar por várias etapas de aceitação antes de chegar a esse lixo. Cadê o sertanejo, o eletroforró e o pagode?

A homenagem ao Cazuza foi bem válida, infelizmente sempre calham de fazer essas homenagens com os amiguinhos do Medina (ou seja lá qual for o motivo deles estarem em TODOS os RiR), e particularmente, odeio as vozes do Skank e Jota Quest. E suporto a do Dinho, por conta do Capital Inicial, mas geralmente não gosto dele cantando outras músicas.

13 de set. de 2013

Rock in Rio 2013 - Dia 13

Tive uma boa surpresa com a programação do Rock in Rio de hoje (dia da farofa, com Beyoncê de Belém e Ivete Sangalo) e acho que é uma banda que está sendo pouco aproveitada pelo público dessa turma. A banda é a Living Colour e se apresentou no bom palco Sunset. Os falsetes do vocalistas são bem exagerados, mas o som da banda é muito bom.

Mas tem um lado bom da banda não estar muito adequada ao dia da farofa, ao menos mostra um pouco do bom som pra massa e, já que a maior parte do tempo, os roqueiros que engolem Ivete e B&ocê, hoje eles vão engolir um pouquinho de guitarras distorcidas.

Quem sou eu

Raphael Fernandes
Carioca, Brasileiro, Estudante de Robótica
Hiperativo, Imperativo
Gosto de tecnologia, de transporte, de Rock, de reclamar e de propagandas criativas (e outras coisas que posso ter falado em um post ou não)
Musicalmente falando, sou assim.

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