26 de fev de 2010

Querido diário...

É, hoje fui no Fundão. Arranjei um motivo para ir para lá, assim teria motivo para reclamar logo em seguida. Talvez seja isso que aconteceu internamente comigo, mas eu realmente não tava a fim de ir lá. Ainda mais em plena crise em Manguinhos.Iria quarta, mas chuveu, quinta chuveu mais ainda, hoje deu uma estiada. E o Chicão não pôde ir, então, tava difícil de ir pra fazer só uma coisa. Parti na sexta mesmo, porque precisava resolver minha burocracia logo. Bom, pelo menos saí de casa. Por maior que seja a adrenalina, ainda é bom dar umas voltas nas férias.Lá fui eu Linha Amarela afora. Notei que estão fazendo alguma obra entre os túneis, não imagino o que estejam fazendo nas rochas. Rapidamente cheguei em Bonsucesso, e decidi não descer na Avenida dos Democráticos por motivos óbvios. Mas pude ver um carro da polícia, o que me fez pensar por um momento que pudesse estar seguro, mas logo pensei que alguém poderia reagir. Não seria legal, fui mesmo pra Brasil. Os caras da polícia Civil tavam revistando pessoas na Democráticos, minha decisão foi sábia. No Fundão, fui recebido por uma imagem de um CT todo arrebentado, com várias obras que não aparentam ter fim daqui a menos de um mês, quando seus nerds estudantes voltarão à vida ativa (ou não). Recebi papel de protocolo já preenchido (seria Flavia Brum alguma gatinha de 2009?) e revivendo os velhos (bota velho nisso) tempos da Engenharia Elétrica com ênfase em Eletrônica (!!). Tá, agora vem a parte boa. Joguei na sorte entre ir pela Zona Sul ou voltar normal, quem viesse primeiro. Veio o 485. Malditas criancinhas hiperativas cantadoras de funk nojento. Sim, existe algo pior que funk no viva voz. Só acho impressionante a habilidade dessas crianças de decorarem tanta merda. E os responsáveis achando uma gracinha a criança berrar coisas com comando vermelho. Yes, nós temos fone. No começo elas tavam com energia suficiente (lembrei do fone antiruído do Pedro), mas logo o Metallica se apossou da minha audição. Estava tudo melhor. Mas temos que ter nossa dose de sempre de adrenalina, acho que ouvi tiros. Só sei que as criancinhas infernais começaram a comemorar, seja lá porque (imagino que estivessem felizes pelo tiro, mas tento não acreditar nisso) e começaram a fazer barulho de tiro com a boca. Haja Metallica. Enfim, cheguei no meu objetivo: ver de perto a Ressaca. Sim, foi muito foda, sim, valeu a pena toda a merda apresentada e que ainda está por ser apresentada. Caminhei pelo calçadão de Ipanema e Leblon (segundo o Google Maps, 4,2 km) apreciando o espetáculo, sob uma chuva fininha, acompanhado de alguns poucos gringos (mas esse maldito lugar sempre tem gente, não dá nem pra ter uma privacidade. Viva o posto 7 da Barra!). Talvez uma ou outra guria tivesse olhado pra mim, acho que o broche do ie atraiu olhares. Bom, lá vem crap. Pegar ônibus na Gávea às 5 da tarde pra vir pra esse lado da Pedra da Gávea é uma verdadeira luta. Filas enormes no 750 e no 755, S-20 e cia lotados, 179 idem. Tá, eu não quis pagar 8 reais pra ir da Gávea até aqui , mas poderia, o frescão passou. A coisa que achei curioso é que estava até bem relaxado. O que será que provocou isso, o Metallica? A ressaca? A maresia? Vai saber. Não dei pra ver da Niemeyer ainda, achei até que fosse estar interditada, mas não. O importante é que o que fica é a parte boa. Foi uma boa experiência de vida.

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Quem sou eu

Raphael Fernandes
Carioca, Brasileiro, Estudante de Robótica
Hiperativo, Imperativo
Gosto de tecnologia, de transporte, de Rock, de reclamar e de propagandas criativas (e outras coisas que posso ter falado em um post ou não)
Musicalmente falando, sou assim.

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