17 de ago de 2012

Uma música na rua são como barras de ouro

Eu já tinha pensado nisso e, inspirado no post do Papo de Homem, decidi escrever sobre isso também. Ouvir uma música que você gosta na rua, assim, do nada é fascinante. Recentemente eu, caminhando puto com o mau gosto do mundo para música, de repente ouvi um carro tocando (nada que fosse excessivamente alto, como a maioria dos garotões do camaro monzão amarelo) Metallica! Se eu fosse mais desenrolado, acho que mandava um headbangue na rua mesmo ou um \,,/ pro motorista, e, sim, já fizeram isso pra mim quando estava com minha camisa do Ac/Dc. Também, mais recente, duas experiências supimpa na Saraiva e na California Coffee, teve Coldplay e U2  no rádio delas, fica ai o jabá, porque, com esse gosto musical, merecem mesmo (BTW, eram no Barra Shopping e Tijuca  Shopping).

Mas acho que duas experiências mais fortes dessa satisfação em ouvir uma música que eu gosto na rua foram quando eu ouvi Your Love, do The Outfield e Overkill do Men at Work.



Essa segunda tem uma história inusitada, essas musicas anos 80 me dão um deja vu danado, talvez eu tenha conhecido de fato elas quando era pequeno (possivelmente, ouvindo no colo da minha mãe, em programas de TV e novelas, porque minhas lembranças de discos de vinil e fitas K7 são de Roberto Carlos, Fábio Júnior e Leandro & Leonardo). É o tipo de música que você conhece , gosta, mas não sabe qual o nome, o artista. Sempre está aí solta em algum lugar e eis que, um belo dia, fazendo trilha em Barra de Guaratiba, num desses dias de praia cheia, um carro passou tocando Overkill. E aquele visual, aquele vento e aquela música, foi algo realmente épico na vida. E o mais inusitado é que um dos rapazes que estava comigo falou "caramba, Men at Work" e eu perguntei qual era o nome da banda. Então ele confirmou pra mim, e tive que me certificar que ia lembrar depois de 3 ônibus, 2 horas e meia e um longo banho. Aquilo era muito bom. Lembrei e hoje curto um Men at Work de vez em quando. 
isso me fez lembrar que tenho que resgatar minhas fotos de Guaratiba no orkut
Barra de Guaratiba mandou lembranças... Mas 867 lotado desanimou
Mais uma música que ouvi na rua e que sofri para conseguir o nome foi She sells Sanctuary. Era uma época pré-redes sociais, pré-smartphones, enfim, bem precária para pesquisas internéticas.

Só vim tomar contato com ela de novo no brilhante GTA VC, esse jogo que você podia fazer sua rádio MP3 e ouvir suas músicas, mas felizmente só soube desse poder um tempo depois, o suficiente para curtir o que a equipe do GTA VC aleatoriamente escolheu, sendo que eu mais parava nas rádios VROCK e Flash FM (mas gostava de quase todas as estações, exceto as de conversa e a de rap, já devo ter falado isso em outro post). E o esquema para descobrir as músicas do GTA era do nível gravar um pedacinho com o microfone na caixa de som e passar por ICQ para o amiguinho mais sábio. Eu lembro bem que foi através do BOM ICQ que eu descobri o nome da música que, na época, o SUPLA fez uma versão, e a música era I Ran, do A Flock of Seagulls.



E, antes que me acusem de saudosista, descobri uma música na rua  - que, na verdade eu já conhecia sei lá de onde, provavelmente rádios Jovem PAM da vida , mas, novamente, a surpresa de ela ter chegado aos meus ouvidos que me fez caçá-la - não faz tanto tempo assim que virou uma das minhas favoritas. Estava no ponto de ônibus esperando um ônibus para meu lar após fazer uma prova pra bolsa de pré-vestibular (era época de resultado de vestibular e eu achava que podia não ter passado, então fui adiantar minha vida) e eis que toca...
Ta com direitos autorais paunocuzescos, mas vale a pena ver o clipe, eu só descobri depois e achei esse clipe foda

E isso não faz tanto tempo assim poxa... Era 2006, tocava coisa boa na rádio dos comerciantes em 2006... Esses dias mesmo me inseri no pesadelo de ouvir Eu quero Tchu, etc vindo de todos os postes, e corri de vergonha alheia. Outro caso foi a música I'll fly with You, que eu ouvia enquanto fazia aulas de judô e, ao ouvir no rádio, corri e, sem dó dos créditos, usei um "aplicativo" que reconhecia a música e mandava um SMS com o nome e autor. Não era bem aplicativo porque era  um Nokia 3310, ou algo do tipo (era um serviço da Oi)...

Rádio foi uma boa fonte de músicas para mim. Felizmente, tive o GTA VC e a Rádio Cidade vírgula a rádio rock para alimentar minha necessidade por roque, infelizmente a Rádio Cidade se limita a uma webrádio e isso não funciona pra mim... Já tentei webrádios pra conhecer música eletrônica, mas nem deu em nada... E, fora a Rádio Cidade, tinha a Jovem Pam e a Transamérica, que colocavam uns lixos, mas tinha umas coisas boas sim. E, talvez pela conexão lenta da internet, eu dava mais atenção ao rádio. E, muitas vezes, parava pra ouvir em pleno século XXI. Principalmente, para ouvir o Rock Bola, atual Pop Bola. E, havia também a TV, mas era mais de forma indireta... Só mesmo mais tarde, através da MTV, que vim assistir música na telinha.

A sensação de ver uma música na MTV também é excelente. Do nível para para ver... Como estava descrito na pergunta do post que me motivou, Sim, eu paro para ouvir música nessa situação. É impressionante como a aleatoriedade e a raridade de programas que me agradem musicalmente na TV faz essa sensação da MTV tocar algo que presta ser divina. A dica é acordar cedo e ligar lá. Já vi U2, Iron Maiden, Queen, Michael Jackson, The Cult, The Doors, e por aí vai... Inclusive, foi através da MTV que conheci o Korzus, pasmem os senhores. Recentemente, mesmo, tive orgasmos musicais com a programação do dia do rock MTV, conforme já foi mencionado anteriormente. 

Talvez minhas tentativas de me abrir a bandas novas seja meio fail devido à falta delas na minha adolescência de rádio e televisão... Por um lado, conheci bandas de metal através de amigos, sem precisar de rádio, o que me leva a crer que o fato de elas terem sido consagradas pelas mídias antigas que fazia o ouvinte (no caso eu) dar atenção. Tentei aí conhecer coisas novas, até gostei do que ouvi, mas nada que me desse vontade louca de compartilhar com todo mundo no facebook. Nenhum arrepiozinho. Às vezes acho que meu repertório auditivo já tá fechado... Talvez ainda possa conhecer coisas que só sei por alto, explorar coisas já conhecidas. Mas acho que faz falta aquela forcinha da TV e rádio... Principalmente, quando não se toca mais Vento Ventania (mas, calma, ainda toca Coldplay na tevê). 

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Quem sou eu

Raphael Fernandes
Carioca, Brasileiro, Estudante de Robótica
Hiperativo, Imperativo
Gosto de tecnologia, de transporte, de Rock, de reclamar e de propagandas criativas (e outras coisas que posso ter falado em um post ou não)
Musicalmente falando, sou assim.

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