11 de mar de 2010

Recreio, praia (sem terreirão)

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No meu carpe diem desse fim de férias, combinei com o Angelo de ir no Recreio hoje. Sim, ele furou. Não, eu não me deixei abalar. Pode parecer meio egoísta ou antipático, mas eu gosto de praia sozinho. Tirando, claro, a parte de ficar paranóico em que roubem suas havaianas, mas um dia terei um carro e não terei mais com o que se preocupar (pelo menos no quesito largar coisas na areia). Assim que ia saindo, recepi um telefonema da pessoa que eu deveria ligar, mas não liguei, e descobri que teria que estar hoje no Fundão. Fuu. Mas desenrolei e adiei para amanhã de manhã. Parti... Quando eu chegava, uma guria que pega o ônibus pro Fundão estava indo embora, e entrou. A gente foge do Fundão, mas ele não te deixa escapar... Ela é bem gatinha por sinal, mas continuando... Reconheci o território, fiquei um tempo admirando o mar do alto de uma pedra, de um lado o Recreio e a farofa à distância, no posto 12 e do outro a praia da Macumba,fazendo juz ao nome.

Caminhei para o oeste e fui descobrindo esse pedaço de praia pouco habitado. No final do caminho desemboca um rio, segundo minha mãe o Rio Morto, criando um oásis de água calma no ambiente de águas nervosas do Recreio dos Bandeirantes, se for limpa seria perfeito. Coloração escura, típica de rio. Mas a oeste, só de carro, não dava pra ir. O caminho com cancela para Grumari, cancela de estacionamento lotado. E fui vendo várias coisas... A placa da rua que dá na avenida principal (e devolvendo o caos e o barulho dos carros) com o endereço de Vargem Grande (está provado, Vargem Grande tem praia, a Praia da Macumba), a mulher absurdamente gostosa que fiquei acanhado de olhar, o topless (não, eu não fui no Abricó!). Depois voltei a caminhar de volta a àrea urbanizada, de volta à Sernambetiba, apesar da farofa intensa no posto 12, cujo caminho para a Pedra do Pontal estava coberto de água, provavelmente maré alta, no posto 11 deu pra achar um espaço solitário e tomar um rápido banho de gato, dava pra confiar, tinha até uma bicicleta largada na areia. Na volta, uma guria talvez estivesse me dando mole, mas definitivamente não sei como fazer esse tipo de abordagem. Ela não falou comigo, perdeu... O cabra do viva voz dessa vez foi um cara ai que tocou The Outfield e Coldplay. Vi Cleveland Show no engarrafamento do Via Parque. O que posso afirmar é que valeu a pena trocar o Fundão pelo Recreio. Ir sozinho e ficar. Agora estou eu aqui, salgadinho e com a boca ardendo (talvez seja a força das ondas, não fico assim com a Barra... Ou talvez tenha mais sal no Recreio (Bazinga)). Recreio é uma boa opção, pena ser tão longe. Mas ainda prefiro o posto 7 sabe... Apesar de ser mais perto (de mim e da civilização como um todo), é mais selvagem, não tem prédios/padarias por perto, então ninguém quer ir o que leva ao Raphael gostar. Enfim... amanhã é dia de Fundão.
Sempre vejo essa ponta formada por um desses morros daqui de casa ao longe, de lá dá pra ver o tronco da árvore com nitidez. Porém de lá, a Pedra do Urubu é só um pedaço da paisagem da Floresta da Tijuca, vista a leste, com a Pedra da Gávea à direita




*ao som de KISS (Firehouse), The Outfield (All the Love e Your love) e Dream Theater (Endless Sacrifice)

Veja também: Como chegar no Fundão

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Quem sou eu

Raphael Fernandes
Carioca, Brasileiro, Estudante de Robótica
Hiperativo, Imperativo
Gosto de tecnologia, de transporte, de Rock, de reclamar e de propagandas criativas (e outras coisas que posso ter falado em um post ou não)
Musicalmente falando, sou assim.

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