9 de mar de 2010

Ilha - Uma estranha paixão

Bom, o último post foi bem comercial. Hah, não que eu queira sucesso, mas foi um jeito que encontrei de convencer os populares a usar software livre. Vamos ao que interessa. Ontem foi um dia digno de nota. Pela manhã, fui para a academia de bicicleta, depois de alguns dias sem usá-la por causa da lama do toró de sábado, eis que, ao atravessar a rua, a bicicleta quebrou. A correia não girava e meus pés ficaram travados sem poder mover, sendo levado apelas pela conservação da energia, rapidamente dissipada pelo atrito com o asfalto. Consegui dar um jeito, mas logo quebrou de novo e tive que estacionar (puto pra caralho) do lado de uma casa com um cachorro irritante. E esse pequeno cachorro chato pácas contribuiu ainda mais para o meu estado de putêz. Fui pra academia empurrando a bicicleta, com vontade de jogá-la no meio da estrada e malhei puto (o que dá uma força a mais e também, não iria atrapalhar meu desempenho social por lá já que sou apenas um autista que não fala com ninguém). Fui para casa novamente empurrando o camelo e tentei consertar, vi que estava com a coroa BEM torta (thanks ao parayhba que consertou minha bicicleta pela última vez a base da PORRADA). Fui para a mesma borracharia do conserto via esforço mecânico, já pensando "isto é uma última chance, se aquele fdp fizer merda de novo, eu ando 3 km, mas não conserto mais aqui). E então veio a parte chave do dia: havia uma escada e eu pensei "Esse dia tá uma merda, se eu passar por debaixo dela, não pode piorar" e passei. Sim! As coisas melhoraram. Na borracharia, o paraíba da marreta não estava lá, o conserto custou apenas 12 conto e agora está funcionando perfeitamente (já posso me arriscar em ir para a praia de novo, sem ter medo de ficar na mão em pleno Barra Shopping). Fui para o Fundão, quando estava chegando no ponto veio um 267, vi que estava cheio e nem corri, vi um outro vazio atrás e sim, corri. Adrenalina no ônibus do Metrô, papo geek muito bom com o Gabriel, Chicão apressado, secretaria da Poli sempre uma bunda (a única pessoa que sabia responder minha pergunta não estava ali, e o cara que me atendeu queria ser grosso comigo, eu fudi ele e ele teve que admitir que era um imbecil que não sabia nada (inclusive tenho que me lembrar de ligar pra tal da mulher hoje)) e parti para a Ilha. Ah, a Ilha. Apesar de tudo e de todas as opiniões desfavoráveis, ainda defendo esse lugar. Ainda sou fiel à teoria que, se o Rio não fosse uma cidade abandonada, esse seria um dos lugares mais charmosos. A Baía de Guanabara por todos os lados, aquela vista panorâmica da cidade ao fundo, logo na ponte de acesso, o Pão de Açúcar, o centro, o Redentor... Apesar de todas as vans fazendo você andar para conseguir pegar o ônibus, as mesmas que te oferecem "Cacuia, Cocotá" mesmo se você estiver caminhando e conversando na calçada. Apesar da poluição detonar o ar e esse ar detonar minha rinite. e dos urubus no lugar de pombos. Tire isso tudo e pense na água por todos os lados que se olha, os prédios baixos, os barquinhos, a sensação de estar em Vice City ao vivo. E também a companhia do Angelo e depois do Victor. Depois de um episódio (como de costume totalmente non-sense) de Family Guy para esperar o Victor, partimos para uma pracinha para falar todo tipo de besteiras e nerdices e dar tchauzinho para a senhora que esperava a família da janela de casa (ou não). Foram momentos divertidos, desses que eu valorizo tanto que, quando acaba, fico até meio depressivo. Esse geralmente é o cenário quando estou deixando a Ilha, dá uma certa aflição de que tudo acaba. Passo de novo pela ponte, agora o cenário noturno da cidade, do outro lado a igreja da Penha acesa, logo estava no Fundão (é estranho apenas estar passando pelo Fundão) e já estava inserido novamente no caos da cidade, medo de o engarrafamento na Linha Vermelha ser um arrastão, verificação de cada passageiro que entra se pode caregar algo que possa conter gasolina (obrigado amiguinhos da Cidade de Deus) e aquela adrenalina que todo mundo passa qando se encontra na zona da Leopoldina. Torci apenas para chegar em casa vivo e escrever isso. Pronto, estou vivo. E posso dizer, ontem o dia valeu a pena.
PS: o broche do ieca funciona! Consegui puxar assunto com duas pessoas com ele. Tá, são dois grandes amigos, não conta muito, o Gabriel e o Victor. Mas tá valendo, que venham as cocotinhas.

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Quem sou eu

Raphael Fernandes
Carioca, Brasileiro, Estudante de Robótica
Hiperativo, Imperativo
Gosto de tecnologia, de transporte, de Rock, de reclamar e de propagandas criativas (e outras coisas que posso ter falado em um post ou não)
Musicalmente falando, sou assim.

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