6 de set de 2011

Resenha: "Alucinações Musicais" de Oliver Sacks - O poder da música na qualidade de vida

Este excelente livro relata os casos de sucesso de como a música pode atuar para benefício de pacientes, melhorando a qualidade de vida de pacientes com lesões no cérebro, como a música pode ter diferentes interpretações, desde as alucinações musicais até a amusia, passando pela incrível sinestesia nata.

Neste livro, Oliver Sacks conta curiosos casos presenciados e relatados de como a música pode influenciar, positiva ou negativamente, a vida das pessoas. O livro é dividido em quatro partes: a primeira conta como a música se aloja no cérebro, das maneiras mais variadas; na segunda, os casos mostram os diferentes graus da influência da musica, desde a amusia até os savants musicais; no terceiro, demonstra como a música pode atuar com outras funções do cérebro; e, finalmente, a subjetividade das emoções provocadas pela música em pacientes.

O que aprendi: os impressionantes casos reais foram muito interessantes. Alguns chamaram mais a minha atenção, outros menos, mas todos foram capazes de prender minha atenção e me fazer refletir e provavelmente me lembrarei bem deles, a menos que eu tenha uma amnésia, como um dos casos relatados, de perda de memória de questão de minutos e a impressionante manutenção da habilidade de tocar as músicas apesar da perda da memória dos fatos (e de abraçar a esposa toda vez que a visse como se ela tivesse sumido por muito tempo). Essa história, em particular, é uma das mais emocionantes e interessantes. Descobri que, ainda que não lembrasse de um acontecimento de minutos atrás, o paciente era capaz de aprender músicas novas. Isso somado ao fato de não se lembrar de fatos da época em que conheceu a esposa, mas reconhecê-la, em particular (impossível não lembrar do filme "Como se fosse a primeira vez", piadas à parte). O primeiro caso é do médico que ganhou habilidades musicais acima do normal após ser atingido por um trovão, momento no qual tem uma "Experiência Quase Morte" e tem a sensação de estar vendo o próprio corpo da perspectiva externa (por sinal, um outro livro que estou lendo - Muito além do Nosso Eu, do Miguel Nicolelis - e um terceiro que li recentemente - As portas da Percepção/Céu e Inferno - também descrevem esta sensação). É um caso em que habilidades reprimidas são liberadas. Ao lado disso, houve grande aumento da religiosidade, atribuindo o fato de ter sobrevivido e ganhado a habilidade a um poder maior, sendo provável que a descarga elétrica e os momentos de falta de oxigenação do cérebro tenham influência também nessa crença. Um outro caso, dentro da série de casos de convulsão devido à música, foi da pessoa que tinha convulsões com o sino da igreja. Mostra como algumas pessoas podem ficar com música na cabeça repetidamente, chegando a atrapalhar a qualidade de vida e como isso se parece com Tourette e TOC, fisiologicamente. E fecha essa série com as alucinações musicais, quando os pacientes tinham a verdadeira impressão de estar uma música tocando, mas, na verdade, geralmente devido à perda parcial ou completa da audição, ser fruto da imaginação. Ou melhor, era uma audição de fato, gerada pelo próprio cérebro, devido à perda da entrada de dados. Na segunda parte, lembro dos casos das diferenças de percepção da música, de cantores que não percepiam cantar mal, das diferenças entre a percepção da técnica e da melodia. Também os casos de amusia, a perda da percepção da música, relatos do tipo "a música parecia uma série de ruídos metálicos", sendo que o próprio Sacks teve um caso de amusia após uma enxaqueca. Existem diferentes níveis de amusia: a que não reconhece música, mas reconhece vozes e outros sons, o não reconhecimento de ritmo, o de tons, a "amelodia". No capítulo sobre o "Ouvido Absoluto", há a questão do treinamento de crianças, que possuem maior probabilidade de incorporar a interpretação de sons como uma função da fala e, nessa mesma relação com a fala, temos a característica de maior probabilidade de ouvido absoluto em países com entonação musical da fala (vietnamitas). Comecei a respeitar mais os limites do ouvido com os fones de ouvido que detonam as células ciliares, responsáveis pelo ajuste fino de tons no ouvido. Por serem sensíveis, a incidência de sons altos pode destruí-las irreversivelmente e podemos cair em um dos casos em que há perda de um tom específico (o afinador de piano que não conseguia afinar uma tecla específica). Infelizmente, temos que concorrer com sons ambientes para ouvir nossas músicas em paz, porque, fora a barulheira de sempre, tem gente que põe música desagradável pra ouvirmos à força e concorrer com o barulho externo só piora as coisas. A perda do input de um ouvido pode tornar a música menos agradável pela perda da percepção da pequena diferença de tempo da chegada dos sons, entretanto, micromovimentos com a cabeça podem tentar captar novamente essa sensação, tanto para o visual (perda de um olho) quanto pro auditivo. Os casos dos savants musicais: pessoas com poucas habilidades sociais, mas capazes de lembrar de músicas sem nenhuma dificuldade. Música e cegueira: mostra como a perda de um sentido pode potencializar o outro, mesmo em idade mais avançada e o exemplo do sucesso no jazz de cegos.

Existem muitos músicos cegos, em especial (mas não exclusivamente) no mundo da música gospel, do blues e do jazz: Stevie Wonder, Ray Charles, Art Tatum, José Feliciano, Rahsaan Roland Kirk e Doe Watson são apenas alguns exemplos. Muitos desses artistas, de fato, têm o adjetivo blind (cego) acrescentado ao nome quase como uma honraria: Blind Lemon Jefferson, Blind Boys of Alabama, Blind Willie McTell, Blind Willie Johnson.



O capítulo de sinestesia foi um dos que mais me impressionou porque eu achava que isso acontecia apenas em situações de uso de drogas ou de operações, mas são, de fato, sentidos comuns de algumas pessoas. Não é fácil testar a sinestesia porque, principalmente quem não tem ouvido absoluto, não há uma cor específica para um tom específico, mesmo para uma pessoa específica. Foi proposto que a sinestesia é padrão em bebês, que ainda não possuem a divisão definitiva das áreas do cérebro, e que vão se especializando com o avançar da idade, exceto para as pessoas que mantém essa habilidade. A terceira parte contém as histórias mais emocionantes e motivantes do livro, de casos de pessoas realmente ajudadas, libertas de seus fantasmas fisiológicos, através da música. E já no primeiro capítulo dessa parte, sobre a amnésia, é um pouco pesado (o livro em geral é bem leve, mas os casos da experiência quase-morte no primeiro capítulo, este da amnésia e de Parkinson foram os que me deixaram emocionado e, ao mesmo tempo, um pouco assustado) pela assustadora sensação de que, apesar da falta de memória, em alguns momentos o paciente tinha ciência de que estava sem memória e que não tinha perspectivas de ir adiante. Quase pulei este, mas li e valeu a pena, é uma bela história, apesar de triste.

"Você consegue imaginar uma noite com cinco anos de duração? Sem sonhar, sem acordar, sem tocar, sem sentir gosto, sem sentir cheiro, sem ver, sem som, seu ouvk, sem absolutamente nada. É como estar morto. Cheguei à conclusão de que eu estava morto". A única ocasião em que ele se sentia vivo era quando Deborah o visitava. Mas no momento em que ela ia embora, ele recaía no desespero
Cita, nesta parte a Witzelsucht, doença que provoca perda da inibição social devido a danos no lobo frontal.

A amnésia de Clive não só destruiu sua capacidade de reter novas memórias, mas também apagou quase todas as anteriores, inclusive as dos anos em que ele conheceu Deborah e se apaixonou por ela.
E, ainda assim, reconhecia ela e abraçava ela como se não a visse há muitos anos. Fala também como, apesar da amnésia, é ainda possível aprender, sendo a mais forte de todas as memórias a emocional (quer pelo afeto, quer pela dor), cita a amnésia infantil (Freud).

Mas H. M., mesmo tendo perdido muitas memórias de sua vida anterior, não perdera nenhuma das habilidades que adquirira, e era até capaz de aprender e aperfeiçoar novas habilidades com treinamento e execução, embora não retivesse memórias das sessões de prática.
Ouvir música não é um processo passivo, e sim intensamente ativo, que envolve uma série de inferências, hipóteses, expectativas. Podemos entender uma nova música-como ela é construída, aonde está indo, o que virá em seguida - com tanta precisão que mesmo depois de apenas alguns compassos poderemos ser capazes de cantarolar ou cantar junto com ela.


A próxima temática é como a música pode ajudar pessoas que perderam a habilidade da fala. Eu já tinha ouvido histórias de que pessoas com gagueira cantavam perfeitamente e falar cantando era uma forma de se expressar melhor. E isso é realmente verdade e aplicado à pessoas que perderam totalmente a habilidade de falar. Uma citação do livro que me chamou a atenção foi de "Admirável Mundo Novo", sobre o aprendizado em bebês através da música hipnótica. Como a o ritmo pode melhor inserir um fato na memória, mas não torná-la informação. É o caso de pessoas capazes de falar um grande texto em seqüência, como um atendente de telemarketing ou o famoso "dois-hambúrgueres-alface-queijo-molho-especial" e ainda, orações. No caso do Admirável Mundo Novo, as crianças conseguem apreender a lista dos maiores rios do mundo mas não conseguem responder qual o maior rio do mundo. Ele cita o exemplo específico de um garçom:

Certa vez, depois que um garçom recitou a lista de pratos do dia, pedi-lhe para repetir o que vinha depois do atum. Ele não conseguiu extrair esse item isolado da seqüência que tinha na memória e precisou recitar a lista inteira de novo.
Avançando para os casos de Tourette, o ritmo da música influencia bastante o ritmo de tiques (assim como dos espasmos em Parkinson), podendo ser benéfico (controlar) ou piorar os tiques. Demonstra como um baterista tomou sua doença para ajudá-lo com improvisos e como a bateria ajudou a controlar a doença. O ritmo também ajuda a desenvolver atividades penosas, como longas caminhadas (eu mesmo mantenho um ritmo bom mesmo cansado quando faço trilha) ou atividades repetitivas.

Decerto existe uma propensão universal e inconsciente a impor um ritmo mesmo quando ouvimos uma série de sons idênticos a intervalos constantes. John Iversen, neurocientista e baterista fanático, defendeu esse argumento. Tendemos a ouvir o som de um relógio digital, por exemplo, como "tic-tac, tic-tac", quando, na verdade, ele faz "tic-tic-tic-tic".
Eu já percebi isso. Algumas vezes, de noite, sem sono, ficava prestando atenção no tic tac do relógio que parecia às vezes ter diferença entre o primeiro tic e o segundo ou agrupava grupos 2 para 1.

Em pacientes com Parkinson "pós-encefálicos", existe uma tendência a não tomarem atitudes, mas conseguirem responder. E a música pode ser o catalisador para que estes pacientes saiam da sua inércia.

Em 1966 não havia medicação que pudesse ajudar aqueles pacientes - pelo menos, nenhuma medicação para sua paralisia, sua imobilidade parkinsoniana. Entretanto, as enfermeiras e o pessoal do hospital sabiam que aqueles pacientes podiam moverse ocasionalmente, com uma facilidade e uma graça que pareciam negar seu parkinsonismo - e que o mais potente gerador daqueles movimentos era a música.

E os relatos são realmente milagrosos, este capítulo é dos meus favoritos. Da velhinha que não se movia, mas saía de sua paralisia só de pronunciar "Opus 49", mostrando, de certa maneira, que o problema não estava com a imaginação em si, e sim com a dificuldade em tomar uma "ação mental".

Ivan descreve vários estratagemas indiretos muito engenhosos para pôr-se em movimento, coisa que não conseguia fazer pelo poder da vontade pura e simples. Por exemplo, ao acordar ele permitia que seu olhai vagueasse até avistar uma árvore pintada na parede ao lado de sua cama. Isso funcionava como um estímulo, como se a árvore lhe dissesse "Suba em mim". Ivan então se imaginava subindo na árvore e assim conseguia sair da cama

Soma-se a essa parte, ainda, a história do pianista que, mesmo com o braço amputado, conseguia "tocar" com seu membro fantasma (essa abordagem dos membros fantasmas, estou lendo, com uma temática um pouco mais pesada, no "Muito além do nosso eu") e da síndrome dos movimentos específicos, que impedia, a nível de cérebro, os instrumentistas de prosseguir praticando e como o botóx pode ajudá-los, ainda que não totalmente, para além das aplicações estéticas mais conhecidas.

"De repente, percebi que a coisa mais importante na minha vida não era tocar com as duas mãos. Era a música. [...] Para ser capaz de seguir em frente ao longo destes últimos trinta ou quarenta anos, precisei dar um jeito de diminuir a importância do número de mãos ou do número de dedos e voltar ao conceito de música como música. A instrumentação torna-se secundária, e a substância e o conteúdo ganham prioridade."

A história das crianças autistas também me chamou a atenção, sobre como elas, apesar de sua aparente indiferença, poderiam ser extremamente musicais, sendo a musicoterapia uma forma muito interessante, assim como para as pessoas com Alzheimer e Parkinson, para autistas, diminuindo seus tiques. A quarta - e última - parte fala sobre emoções. Nos casos de depressão, mostra, como já suspeitava, que a música pode ser uma poderosa arma.


Queria melodias alegres e animadas, e Mozart, Haydn e Rossini estavam no mesmo nível em suas preferências. Seu único medo era um dia esgotar o repertório musical e não ter mais nada a que recorrer.


Porém, não é uma garantia, não é um remédio e, às vezes, é preciso expontaneidade ou talvez surpresa.

"As artes não são drogas", escreveu E. M. Forster. "Não há garantia de que atuem quando usadas. Algo tão misterioso e caprichoso como o impulso criativo tem de ser liberado antes de poder agir."


A música pode ser uma forma de exposição da perda da inibição ("impulso do id" - fronteira freudiana para os impulsos animais do ser humano, controlados pelo superego). Foi o caso de uma senhora, já num asilo, atingida por demência, que acabou por perder sua inibição e cantava sem parar.


(...)lesões em áreas mediais ou orbitofrontais têm um efeito bem diferente: privam a pessoa de discernimento e de freios, abrindo caminho para uma série incessante de impulsos e associações.


Além da história da memória, outro trecho bem triste está nesse capítulo sobre a demência frontotemporal:

"Eu acordo à noite", ela disse, "e o vejo ali, mas ele não está realmente ali, não está realmente presente. [...] Quando ele morrer, sentirei muita saudade, mas, em certo sentido, ele já não está mais aqui - não é mais a pessoa vibrante que conheci. É um luto demorado, do começo ao fim."


É algo pra se pensar, não só aí, mas em muitos outros casos, metaforicamente... Esta demência pode ser "benéfica" no sentido de liberar a criatividade e o talento reprimido, mas o avanço é inevitável, e detona outras habilidades consigo.

pode haver uma variedade de inibições - psicológicas, neurológicas e sociais - que, por alguma razão, talvez se abrandem nas fases mais avançadas da vida e permitam que aflore uma criatividade tão surpreendente para os outros como para a própria pessoa.


Síndrome de Williams era algo que nunca tinha ouvido falar nem nunca vi uma pessoa. A descrição, no livro, me lembrou a dos hobbits - festeiros, ingênuos, com um rosto característico e extremamente musicais.

"Sabemos que ela é mentalmente retardada", diz seu pai, "mas em comparação com ela e com outros portadores da síndrome de Williams, não será a maioria de nós 'retardada' quando se trata de aprender e memorizar músicas complexas?"

A sogra, diagnosticada como demente, mantinhaa casa acordada à noite quando os cuidadores desligavam a tevê para poderem dormir um pouco. Durante o dia, não se levantava do sofá para a higiene pessoal nem para as refeições com a família. Após aquela troca de canal, ela mostrou uma grande mudança de comportamento: pediu para ir tomar o café-da-manhã, no outro dia não quis assistir à sua costumeira programação de tevê, e na tarde seguinte pegou seu bordado, abandonado havia muito tempo. Nas seis semanas subseqüentes, além de comunicar-se com a família e se interessar mais pelo que a cercava, ela principalmente ouviu música (sobretudo Country and Western, que ela adorava)


É mostrado como a musicoterapia é uma forma de fazer interagir um grupo de pessoas isoladas.





A música familiar age como uma espécie de mnemônica proustiana, faz aflorar emoções e associações esquecidas há tempos, reabre aos pacientes o acesso a estados de espírito e memórias, a pensamentos e mundos que pareciam ter sido totalmente perdidos. O rosto ganha expressão conforme cada um vai reconhecendo a velha música e sentindo seu poder emocional. Uma ou duas pessoas talvez comecem a cantar junto, outras passam a acompanhar, e logo todo o grupo - muitos deles praticamente mudos até então - está cantando, como suas capacidades permitem. "Junto" é um termo crucial, pois instala-se um sentimento de comunidade, e esses pacientes que pareciam incorrigivelmente isolados por sua doença e demência tornam-se capazes, ao menos por algum tempo, de reconhecer outras pessoas e formar um vínculo com elas.


Também descobri, a partir de uma discussão, logo no começo, entre escala diatônica e cromática, que Si bemol não é o mesmo que Lá Sustenido, pesquisando na internet. Por uma pequena diferença quase desprezível de freqüências, são diferentes em instrumentos não-temperados, mas são iguais em instrumentos "quantizados".

Algumas músicas citadas:

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*ao som de Jethro Tull e Beatles

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Raphael Fernandes
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Musicalmente falando, sou assim.

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