26 de set de 2011

Rock in Rio 2011 - parte 1


O Rock in Rio é como se fosse o carnaval de quem curte rock. Tudo bem, tem todos os seus poréns, podia até expandir e colocar pop. É bem bacana, fica aquela coisa, sempre tem a escola de samba favorita que fecha o show, aquela escola de samba que empolga na abertura mas vai ser rebaixada (Palco Sunset antes do sun set). A evolução dos níveis das bandas, as alegorias e adereços... Muito se reclama aí das bandas/cantores/coisas nada a ver com rock no Rock in Rio que, por sinal, acontecem desde sempre (só pra citar, Elba Ramalho no de 1985, acredito que Elba Ramalho não foi rock em nenhuma época ou lugar [não carece de citações] tá certo que o argumento é que tinha bandas fodas tipo Ac/Dc e Scorpions. Mas se reparar bem, não estamos tão mal. Tivemos NX Zero, mas Red Hot também (e Snow Patrol, Capital e Stone Sour, mas ninguém liga pra essas). Vou fazer aqui minha analise parcial (no sentido de contrário de imparcial) desses três primeiros dias.

DIA 23 - POP? (Como se não tivesse outro dia pop né)
Eu vi um bom pedaço do show do Titãs+Paralamas, ficou bem legal, aliás era o único motivo pra eu prestar atenção, exceto, claro, pela formosura de Katy Perry. A galera pareceu curtir, apesar da expectativa ser a popzera dos mamilos internacionais. Depois teve Claudia Teta, à qual não assiste por motivos óbvios, mas se ela catou pirou minha cabeça e coração feito bola de sabão, tá de boa. Reza a lenda que ela fez um cover de metal, ensaiando até um gutural, mas não sei se esse vídeo é real ou fake, avaliem:




Aí teve a Katy Perry que eu só liguei a TV pra ver na expectativa de tá rolando um live clipe de California Gurls, bicho ela é bonita demais, mas a voz dela tava chatinha, eu até que não acho a voz dela ruim no estúdio, pelo visto é fake, tipo a maquiagem, nem me importo. Aí ela pegou o cara de Bauru ou coisa parecida que virou TT Mundial... (É Sorocaba, acabei de lembrar) Eu só vi o clipe do pavão, que ela fala peacock, se é que vocês compreendem.



Conteúdo dos VEVOadinhos, pode não aparecer o video


Por sinal, tenho vergonha alheia dessas coreografias e o pavão é escroto demais, o que salva é que ela é a Katy Perry!


Sua Linda


Então chegou o Elton John. Claramente deslocado (eu não vi, mas pelo que li e pelas circunstâncias óbvias, deu pra afirmar isso), ele mostrou que é macho até embaixo de outro macho e fez uma apresentação de classe. Bom, tem os boatos que não tocou Your Song porque não pediram BIS, não creio que isso seja verdade, mas se for, muita cuzice dessa galera, por sinal esse dia foi extremamente favelado... Kibando o blog da Harpias, vo deixar aqui a demonstração da classe do Elton John:



Aí veio a Rihanna, e como ela emite gemidos nem vou comentar.

Dia 24 - Rock*
*exceto para aquela banda

Daí o dia seguinte foi bem interessante. O primeiro show foi o projeto paralelo louco do vocalista do Faith no More, Mike Patton, onde ele canta em italiano. Cantou com a orquestra que tava com uma camisa do Brasil que mais parecia o uniforme das escolas municipais do Rio (apesar de ser de SP), ele tava muito doido, conforme comprovei com na social Get the bus to the land of the metal do 268 indo pro Metallica. O som é bem interessante e é legal que é italiano, difícil arrumar material agradável em italiano (que é quase português, aprendi com Terra Nostra). A segunda atração foi o Stone Sour, o qual eu tinha um enorme preconceito, já ia xingar muito no tuinto, aí apareceu o Portnoy e eu ignorei qualquer boiolagem e dei uma chance pra banda que era bem bacaninha até. Eu dei azar de ouvir uma música extremamente gay (acho que é o primeiro resultado do Youtoba)



.......PORTNOY........

tá, a música é bonitinha, mas o fato é que o som da banda é pesadinho, curti pelo G1.

G1 Fail, Portnoy não é mais do Dream Theater :~~~ Ei, mas quem é esse rapaz?


É um pássaro, é um Joe Satriani?? Não, é a capa do Once a Livetime

O show do Capital foi bem bacaninha, me divertiu bastante, o Dinho tava alucinado, com uma camisa escrito Festa Duro. A galera tava curtindo à beça, rolou jabazão do Garotade, Quatro Vezes Você, Natasha! A que eles começaram é nova e eu gostei, "Como se sente".


Aí o Snow Patrol demorou horrores pra começar (não sei se demorou tanto assim, mas eu precisava dormir e isso fez a demora parecer um parto) e eu particularmente gosto muito de Snow Patrol, ao contrário da maioria das pessoas que estavam ali, mais ou menos o efeito do Sir Elton John. Ele começou com uma música muito linda, You're all I have, só que tava mandando malzão, acho que era nervosismo (eu achei que era dorgas), depois as outras ficaram legais. Foda que ele mandou essa:



"We're from Ireland" jurava que era Inglaterra


Ficará dias na cabeça (bom, agora que to ouvindo ela de novo, capaz de ficar de novo, até agora tava com Seek and Destroy). Uma coisa peculiar, não sabia que o Lightbody era tão magrelo, aí comecei a reparar que ele sempre aparece de casaco...



E pra fechar, a famosona, não posso renegá-la porque eu comecei a gostar com ela... E por sinal, ela não é ruim, é ÓTIMA!



O Red Hot eu não vi porque precisava realmente dormir. Nem sei o que tocaram, o que sei é que rolou Californication porque o Carlos reclamou do poserismo lá no face. Vi depois no You Tubo, me pareceu muito fria com a platéia, engraçado que li num livro que na outra edição do Rock in Rio, teve a mesma reclamação (que eles tinham feito um show de nego delirando em SP e aqui, foi o pão na chapa). Apenas o baixista passava empolgação...

Dia 25 - Gates of Metal Fried Chicken of Death
Esse possui o selo "EU FUI" de qualidade. Entrei no ônibus e conforme previ, tava cheio de headbanges. Tenho pena de quem estava pegando o 268 por qualquer outro motivo que não o Rock in Rio, foi gratificante ver os populares serem forçados a ouvir Metallica - aos berros - o motorista não parava (não conseguia ver as pessoas pedindo pra parar) e foi uma zuação total.

A tentativa de ver o Matanza foi frustrada pela detecção de metal (com trocadilhos) e, enquanto catava o palco Sun Set, vi dois tiozão do jazz improvisando loucamente.



Deu pra assistir ao Korsus, foda por sinal. Eu já tinha ouvido essa banda, é de thrash, brasileira, por incrível que pareça, conheci pela MTV (não, seu guarda, não é o stand da MTV, é da Multishow).



Trechinho que eu gravei, achei que tava ficando muito tremida e parei, dei mole


Eles mandaram muito bem, foi bem bacana, especialmente porque eles trouxeram convidados pra atrair ainda mais a atenção da galera: um cara do Suicidal Tendencies, um do Dead Kennedys e o JOÃO GORDO (delírio da moçada). (Para informações precisas, clique aqui, não estou aqui para informar (não nesse momento), estou aqui para (me) entreter)


Acreditem, o tio do Dead Kennedys tá aí

E eles fecharam com Correria, foi aí que me caiu a ficha que eu conhecia, sim, e que já tinha achado aquilo bom demais antes!



Foda que a qualidade parece que e Rock in Rio de 1985, mas tá valendo, foda-se

Depois veio o Angra, não gosto taaanto de Angra, mas já tava lá, vamo que vamo. Meu remamilo recavaleiro de pégaso receio era se a mulher do Nightwish ia ficar gemendo. Mas o que deu errado foi pior ainda... O som ficou uma merda, do estilo caixa de som de pc, a guitarra parecia uma matraca desafinada (e não era um curioso caso de amusicalidade ja que todo o lado à direita do palco tava reclamando) e o povo fazendo sinal negativo e vaiando podai até parece que era sacanagem com o Angra, acho que era dificil eles entenderem isso, até os gritos de "AUMENTA O SOM".




Quando mudei de lado (aproveitando para fugir dos gemidos da Tarja) pra procurar o Gabriel, o som melhorou bastante e fiquei lá ouvindo sossegado o Angra (destaque pra Carry On, que pra mim, todas as músicas pareciam começar como Carry On, mas não eram).



André Matos (L)


E fiz questão de gritar GOSTOSA pro Falaschi.

Seria Tarja lésbica?

Aí houve debandada geral pra ver o Gloria no Palco Mundo, eu, malandro que sou, fui lá pra frente pra ver o ponto alto da noite: SEPULTURA! Não posso falar nem bem nem mal no Gloria, nunca saberei se perdi O show. E, pra piorar, o Sepultura atrasou pácas (pelo menos 1 hora), creio eu que pelo motivo do som estar zuado. A espera valeu a pena. O Sepultura recebeu o reforço de um grupo de tambores francês e aquilo com certeza ia deixar Refuse/Resist fodasticamente foda. ELES COMEÇARAM POR ELA.




Momento que quase perdi meu celular

O show foi do caralho (e olha que tinha gente que queria me arrastar pra ficar na frente no Gloria pra garantir pros outros I said NO NO NO) e essa porra de Tambours du Bronx foi feita pro Sepultura. Fecharam com Territory!!






Como comentei, nem tomei conhecimento do Gloria e saímos de lá com o Coheed and Cambria já pela metade. Vi pelo telão, parece ser interessante, a voz do cara é estranha, lembra Metallica old school e eles fizeram cover de Iron, todos começaram a prestar atenção.




Fora que o vocalista me lembrou na hora o cara do Gangrena Gasosa na "Centro do Picapau Amarelo":


Eu e Carlos sentimos falta do Gangrena por lá e eu acredito mesmo que Massacration devia abrir o Palco Mundo...

O Motörhead me surpreendeu, não sabia que era tão popular, tenho até minhas dúvidas se não juntou mais gente que o Slipknot e o Metallica, nao consegui entrar na multidão, o grupo começou a se fuder e a maioria desistiu e viu pelo telão. É somzera e tal, a voz do cara é impressionante, como ele mantém esse timbre o tempo todo.



Show do Motörhead DURO visto pelo telão


No Slipknot, eu não ia assistir, mas vi pelo telão e fiquei vendo de longe. Como espetáculo pirotécnico, eles mandaram muito bem, tenho todos meus problemas com Slipknot, mas foi legalzinho o show, apesar de não conhecer quase nada e de não ter conseguido perceber que o Corey se jogou na platéia e que a bateria se mexia, o batedor de lata era uma piada pra quem veio do show do Sepultura. Aliás, o Sepultura com certeza tava no palco errado. Mas foi excelente ele ficar no Sunset, deu pra assistir numa boa. Tudo no Palco Mundo era bizarramente disputado e estressante e vendo a galera no Slipknot pela TV, lembrando do fail com o Motörhead, não via perspectiva de se enfiar na multidão pro Metallica.

Mas voltando ao Slixo, algumas músicas eu conhecia e até tolero bem e tem o selo New Metal, que não me é agradável... Engraçado que muitas das frases deles no show são iguais às frases ditas pelo Machine Head no Hellalive, não sei se é clichezão de new metal ou se é cópia mesmo... Por sinal, gosto de Machine Head, apesar de ser new metal, acho que é uma exceção (Mudvayne não é new metal).

E o Metallica, suposta finalidade do dia, assisti um pouco, mas não aguentei de cansaço, dor e passei um frio do caralho. Tinham desligado o telão do Sunset, lamentavelmente. Deitei um pouco e quando entrou Seek and Destroy, eu voltei (até pra ver se me aquecia), teve uns 3 BIS e muito efeito com fogo (com direito a fogos de artifício, ausente no Slipknot), porém, eles jogaram menos com luzes que o Slipknot e o telão mostrava o show e não imagens relacionadas.

Bom, então é isso, vi o sol nascer voltando pra casa e até a parte 2 semana que vem. O próximo dia promete (ser totalmente ignorado): tem tributo à Legião e só. Se passar na Multishow o Sunset, quero ver o Baile do Simonal, promessa de Sopa in Rio.






Alguns adendos:
-O Chão do Cidade do Rock é do mesmo piso de Ipanema e Freguesia (Rio Cidade, ou qualquer coisa assim), só faltou aqueles cilindros de concreto pra não estacionar carro.
- O banheiro masculino era a coisa mais nojenta que já encarei em toda minha vida (superando banheiro do bar do mangue, da Bienal com crianças mijando ao alvo e banheiro do bloco D com 2 dias sem água) durante o show do Metallica, eu tive nojinho e got away safely (só molhei o cadarço, foi quando percebi que era melhor não arriscar)
- Os telões de lá exibem propaganda (acho que só eu me impressionei com isso, sou ingenuozinho)
- Em alguns momentos, fiquei com Ana Júlia e Fogo na cabeça

Vale a pena ouvir de novo:
- Capital Inicial (Como se sente)
- Snow Patrol (Take Back the City)
- Korzus (Correria)
- Angra (Carry On)
- Sepultura (Refuse/Resist)
- Sepultura (Territory)
- Motörhead (Ace of Spades)
- Slipknot (The Blister Exists)
- Slipknot (Before I Forget)
- Metallica (Seek and Destroy)

Hoje é dia de rock bebê

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Quem sou eu

Raphael Fernandes
Carioca, Brasileiro, Estudante de Robótica
Hiperativo, Imperativo
Gosto de tecnologia, de transporte, de Rock, de reclamar e de propagandas criativas (e outras coisas que posso ter falado em um post ou não)
Musicalmente falando, sou assim.

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